ORDEM E PROGRESSO – O CURTA METRAGEM

O curta-metragem nomeado ‘Ordem e Progresso’ foi escrito por Willian Haubert, dirigido por Pablo H. Souza e interpretado por Jéssica Lorrayne, Willian, Giovanna Guedes e Marcus Vinícius. A proposta surgiu após um projeto multidisciplinar proposto pelos professores: Eduardo Carli de Moares, Francine Rabelo e Jacques Elias. O professor Eduardo acompanha a turma desde 2017 e sempre propõe trabalhos audiovisuais e teatrais, com as experiências anteriormente propostas, foi possível produzir um curta com uma produção e roteiro com maior elaboração.

O enredo conta a história do personagem Martinho, um bravo estudante periférico que não se omite diante a opressão. Levando o conhecimento filosófico e sociológico para todos, o estudante se torna líder de movimentos em prol dos direitos dos trabalhadores e desfavorecidos, isso fará com que ele seja visto com um alvo nas costas por todos os poderosos que pensam diferente. Iniciando período eleitoral, Bruno e Lívia com o auxílio da milicia, farão de tudo pra ter o seu candidato favorito no poder.

LIBERDADE ACIMA DE TUDO, A DE ALGUNS ACIMA DA DE OUTROS!

As diversas opressões as quais grupos os minoritários sofrem em território brasileiro colocam em questionamento a ideia de liberdade nesse país. A noção de liberdade é umas daquelas questões das quais não existe um consenso, e apesar disso a sociedade, de modo geral, tende a acreditar e reproduzir a narrativa de que somos todos livres e que o Estado assegura esse direito; seguindo essa ideia, onde se vigora a noção de universalização da liberdade, de modo prático se todos são livres há, portanto, uma presunção de igualdade e, ainda, ao entender que somos iguais e livres qual seria a justificativa para que a liberdade seja usada como ferramenta de poder? – poder esse que sobrepõem liberdades alheias. O porquê do questionamento é factual, uma vez que ao analisar a conjuntura do Brasil de 2019 percebesse que caminhamos de forma análoga à uma realidade distópica como, por exemplo, a que fora apresentada no livro “1984” de autoria do pseudônimo George Orwell.

Nesse cenário controverso da conjuntura nacional uma maioria de governantes e seus eleitores, que se reconhecem dentro o espectro político da chamada “direita brasileira”, afirmam veementemente ideais fundamentados em práticas liberais e, contraditoriamente, conservadoras: o paradigma da defesa da liberdade individual e simultaneamente o apoio e difusão da censura observado nos últimos anos, que são promovidos por esses mesmos indivíduos, sustentam a incoerência e “ambiguidade seletiva” dessa conjuntura. Podemos exemplificar de forma sucinta o noticiado caso da exposição “QueerMuseu – Cartografias da Diferença na Arte Brasileira” que foi censurado cancelado por um descontentamento do grupo dominante em relação às obras e suas respectivas expressões e impressões artísticas; outro caso, mais recente, é de autoria do atual prefeito do Rio de Janeiro que ordenou o recolhimento de livros de heróis, na Bienal do Livro em São Paulo,  na “razão” de que continham a ilustração de um beijo homoafetivo, o que segundo ele expõem crianças a um conteúdo sexual. Aqui a subversão de qualquer noção de liberdade é claramente proposta para atender os interesses ideológicos desse grupo dominante. A arquétipo de “duplipensamento” cunhado por Orwell em “1984” se estabeleceu no inconsciente coletivo de grande parcela dos brasileiros:

“Saber e não saber, ter consciência de completa veracidade ao exprimir mentiras cuidadosamente arquitetadas, defender simultaneamente duas opiniões opostas, sabendo-as contraditórias e ainda assim acreditando em ambas; usar a lógica contra a lógica, repudiar a moralidade em nome da moralidade, crer na impossibilidade da democracia e que o Partido era o guardião da democracia; esquecer tudo quanto fosse necessário esquecer, trazê-lo à memória prontamente no momento preciso, e depois torná-lo a esquecer; e acima de tudo, aplicar o próprio processo ao processo. Essa era a sutileza derradeira: induzir conscientemente a inconsciência, e então, tornar-se inconsciente do ato de hipnose que se acabava de realizar. Até para compreender a palavra “duplipensar” era necessário usar o duplipensar.”. (GEORGE ORWELL, no livro 1984.)

Ainda, é imprescindível explicitar que para além da perca intelectual, a sustentação do modus operandi da sociedade brasileira é estabelecida a partir de percas humanas. A motivação é clara: para que o grupo privilegiado perpetue seu poder se faz necessário uma sistematização de ferramentas de dominação que, subsidiado pelo processo de formação histórica do país, resulta no que entendemos como racismo. Em conjunto com esse sistema de poder temos uma série de outros aplicados de forma simultânea e, também, sistemática para consolidar a manutenção do status quo. Exemplos claros do que fora afirmado são: o machismo e a misoginia, a homotransfóbia e a intolerância religiosa (principalmente àquelas de matriz africana)… É difícil separar e delimitar essas opressões de forma isolada, uma vez que a aplicação delas é interseccional, ou seja, funcionam de forma interligada e com muitos aspectos em comum. O repúdio a religiões que fogem do dogma cristão, com raízes no nosso processo de colonização, infere diretamente a uma potencialização dessa opressão quando se adiciona a questão racial e de gênero, como podemos verificar nos infográficos levantados pela Gênero e Número e pelo DataLabe com base em dados fornecidos pelo governo:

Podemos demostrar a ideia de analisar e compreender as opressões a partir, então, do conceito de interseccionalidade e aplicar ao contexto brasileiro exemplificando o assassinato de Marielle Franco ocorrido em março de 2018:

“A intersecionalidade é uma ferramenta analítica que favorece a percepção dos margeamentose sobreposições de situações de opressão, por conta da condição humana quanto ao gênero, cor, classe social e orientação sexual, discriminadas na sociedade sexista, racista e classista. Marielle teve uma experiência intersecional e militava de forma integral, como mulher, negra, pobre e com uma relação homoafetiva.” (TEIXEIRA, Sérgio Henrique. Pensando a intersecionalidade a partir da vida e morte de Marielle Franco. Dignidade Re – Vista , v. 4, n 7, julho 2019)

Essa lógica de poder se estruturou de tal forma que os próprios indivíduos, vítimas, desse processo opressivo involuntariamente reproduzem comportamentos que corroboram com a ordem social estabelecida. Em meio a toda essa discussão, a “liberdade” se esvai e se torna sinônimo de imposição, de ditadura. Talvez o mais próximo que possamos chegar da idealizada liberdade só dê à partir desconstrução das amarras mentais impostas desde o momento em que houve a concepção de cada indivíduo.

Se o que sustenta o modus operandi são mecanismos interrelacionados, pensar numa ruptura social que redefina a lógica de funcionamento da sociedade e de suas instituições já organizadas só é possível através, também, de um pensamento que correlacione todas essas opressões: pensar a interseccionalidade se torna indispensável. O papel da educação crítica promovido pelos campos sociológicos e filosóficos são meios para este fim; não obstante grande parcela dos governantes hoje fomentam o sucateamento desses campos do saber, a questão é clara: a liberdade desencadeada por esses meios abala a estrutura social estabelecida, uma vez que as pessoas se organizam, reivindicam e lutam pelo que acreditam e, logo, para a elite dominante não há maior perigo do quê permitir que a população perceba criticamente às problemáticas relacionadas a forma como são regidas às estruturas sociais.

Feminismo: relações de opressão

Por Priscylla Graziella

Observa-se ao longo dos anos que as construções históricas humanas, no que refere ao desenvolvimento social de convívio, os grupos de parentescos desde o inicio se deu através de uma explicita relação de poder, onde o homem detém total soberania para com sua mulher, seus filhos, animais e suas propriedades. Ressaltando que o domínio sobre o outro não é especifico ao pai, chefe, da família e sim pertencente à figura masculina. Partindo desta analise o patriarcado tornou se parte fundamental na formação estrutural da sociedade. A partir desse momento os papeis hierárquicos de poder se estabelecem e o lugar, principalmente, da mulher se mostra delimitado por sua atribuição funcional, apenas para reprodução, eliminando toda possibilidade de identidade feminina.

A sociedade da atualidade se modificou e se miscigenou, porém os conceitos -às vezes primitivos- baseados nos preceitos sexuais como a divisão do trabalho a partir do gênero do individuo, por exemplo, permanecem. Essa característica propicia o surgimento de desigualdades de gênero, que se iniciam muito antes da mulher estabelecer se no mercado de trabalho, a construção social do patriarcado influencia, de forma negativa, na formação psicológica das mulheres, isso por que a opressão ideológica do machismo estruturado perpassa toda a infância feminina. Temos como exemplo as formas distintas de criação das crianças, os meninos são estimulados desde cedo a ser forte, reprimir sentimentos e ser independente, inclusive o mesmo possui maior preparo para o mercado de trabalho se comparado ao investimento realizado para uma mulher, por exemplo, já as meninas possuem sua educação inteira voltada para o cuidado do lar, ser delicadas, dóceis e submissas a outrem, a elas não são ensinados mecanismos de auto-suficiência.

A criação baseada nos quesitos abordados anteriormente ocasiona inúmeros problemas para o desenvolvimento social feminino, a mulher não esta preparada para a liberdade, por que ela nem sequer deveria ter – no ponto de vista patriarcal – quando esta se vê diante dos desafios impostos pela sociedade ela não possui estrutura suficiente para se manter no mercado de trabalho e enfrentar todas as desigualdades existentes se sentido insuficientes e incapacitadas, gerando um desejo de retorno ao protecionismo exercido pelos pais, assim, ou essas mulheres não consegue se desenvolver ou constantemente estão à procura de alguém que a possa salvar. Quando esta se desenvolve, por vezes, a ocorrência é em uma posição secundária, o que reforçar a auto estima fragilizada que é gerada no psicológico de grande parte das mulheres. Estrutura essa, fragilizada não por falta de capacidade, mas por questões externas, no caso do âmbito familiar e social.

Segundo Bauman a sociedade “Pós-Moderna” é caracterizada pela perda dos valores culturais antes estabelecidos como os mais nobres e elevados, traduzindo na perda da identidade social atual. Os princípios anteriores vêm sendo remodelados redimensionando os valores familiares atingindo também as mulheres, ressignificando sua funcionalidade na sociedade. As mulheres no mundo atual necessitam se inserir no mercado de trabalho para atender as novas modelagens da sociedade e nesse cenário além de enfrentar as questões relacionadas ao desenvolvimento psicológico afetado pela estrutura patriarcal opressora ela se vê em um espaço de clara desigualdade de gênero, já que mulheres cumprindo funções empresariais compatíveis a dos homens recebem salários menores, sendo de ate 7% favorável ao homem, analisando apenas questões de gênero. Se avaliarmos a divisão social de trabalho, veremos que além do trabalho formal, isso se o mercado permitir que ela alcance emprego formal, as obrigações das mulheres se estendem para as atividades da vida privada, ou seja, a mulher moderna necessita conciliar a carreira profissional e as obrigações referentes a afazeres domésticos e a educação dos filhos.

Se para uma mulher branca as opressões são claramente visíveis quando esta se compara ao homem, branco, como a mulher negra se encaixa nesse processo de múltiplas opressões. Já que no caso da mulher negra em especifico as questões sociais e raciais se mostram presentes durante toda sua vida, enquanto a mulher branca sente as opressões de gênero, principalmente, quando inseridas no mercado de trabalho a mulher negra se vê oprimida desde que nasce por sua cor.

Opressão dentro do feminismo

Analisando os períodos históricos referentes ás lutas e pautas feministas, observa-se que em alguns momentos as necessidades abordadas não abrangiam totalmente os problemas enfrentados pela população majoritária feminina. A exemplo dessa afirmação temos a primeira onda[1] feminista, nesse período a pauta principal era a ampliação de direitos públicos, como o direito ao voto e maior participação nos quesitos políticos e econômicos. A mulher, geralmente branca e de classe media/alta, que usufruía o direito de maior liberdade necessitava transferir a responsabilidade do cuidar do lar a outrem, tornando expressivo a partir de então o lugar da mulher negra, esta que não foi alcançada pelos direitos conquistados, devia conciliar sua vida “profissional” (trabalhando e sendo submissa a mulher branca) e proteger seus filhos e a si mesma do racismo sangrento do período em questão.

Outro momento histórico que marca a segregação racial presente dentro do movimento feminista é o período da segunda onda feminista, nele questões sobre sexualidade se mostra como forte candidato de pautas, as mulheres lutavam por questões como métodos contraceptivos e questionavam o sexismo. As mulheres negras, mas uma vez, não tinham suas reais dificuldades e problemas representados, alem de que as questões raciais ainda eram fortes. Com o avanço de tecnologias na área da saúde e como resultado de lutas sociais, mulheres que desejavam não ter mais filhos através de intervenção cirúrgica conseguiam efetivar seus direitos, porém a mulher negra que conseguia ter acesso a esse recurso se via diante de um processo mais doloroso se comparado ao de mulheres brancas, isso por que se acreditavam no mito de que mulheres negras possuíam maior resistência que mulheres brancas, assim sendo a quantidade de anestesia utilizada em mulheres negras, quando usadas, eram extremamente inferiores[2]. Cabe ressaltar que esse tipo de pratica ainda se faz presente na sociedade atual, não sendo um caso isolado do período da segunda onda.

A terceira onda feminista surge nos anos de 1980 e 1990, e sua vertente é originária, justamente, da interpretação desse cenário de indiferença de representações dentro do movimento em questão, as mulheres negras se percebem como grupo e entendem sua posição funcional social, já que por questões históricas a mulher negra, por sua vez, é submissa a mulher branca em contextos de hierarquia referentes à escravidão, a partir daí a percepção de interseccionalidade em que a mulher negra se encontra se torna visível, o feminismo negro serve para pensar a generificação da raça e a racialização do gênero, ele proporciona a ponte de ligação entre os dois “mundos” gênero e raça. A mulher negra precisa lidar com questões raciais, presentes no racismo estrutural, e em alguns casos por conseqüência, problemas sociais, desde o inicio de sua formação moral e ética as oportunidades atingidas por grande parte das mulheres brancas não chegam sequer a serem imaginadas por mulheres negras.  Como disse Viola Davis em discurso no Emmy “a única coisa que separa as mulheres negras de qualquer outra pessoa é oportunidade”. A mulher negra não pode conseguir papeis na sociedade se eles nem mesmo existem. A diferenciação em que o racismo submete a variedade de mulheres encontra-se presente, da mesma forma em que diferencia homens de mulheres, na infância, pois enquanto mulheres brancas, geralmente, são educadas para serem delicadas, frágeis, para casar e se tornarem “mães de família”, a mulher negra é educada para servir a “mãe de família”, a promiscua, na maioria dos casos.

 “Aquele homem ali diz que as mulheres precisam ser ajudadas em carruagens, erguidas sobre valas e ter o melhor lugar em todo lugar. Ninguém me ajuda em carruagens, ou em poças de lama, ou me dá o melhor lugar! E eu não sou mulher? Olhe para mim! Olhe meu braço! Eu arei e plantei, e juntei a colheita nos celeiros, e homem algum poderia estar à minha frente. Arei a terra, plantei, enchi os celeiros, e nenhum homem podia se igualar a mim! Não sou eu uma mulher? Eu podia trabalhar tanto e comer tanto quanto um homem – quando eu conseguia comida – e aguentava o chicote da mesma forma! Não sou eu uma mulher? Dei à luz treze crianças e vi a maioria ser vendida como escrava e, quando chorei em meu sofrimento de mãe, ninguém, exceto Jesus, me ouviu! Não sou eu uma mulher?”

Sojourner Truth

O machismo estrutural da sociedade, ainda presente, na atualidade é responsável pela segregação e exclusão no que tange gênero, para além do machismo, as questões raciais ainda se mostram como fator determinante de inúmeras desqualificações do ser, além da estrema e expressiva violência e genocídio de um povo baseado em princípios infundados de uma superioridade racional inexistente, essas questões por si só, e separadas, já provocam desigualdades suficientes, para que ainda ocupem lugar em movimentos sociais, que em sua essência teriam que lutar contra as opressões, as questões raciais existentes no movimento feminista, como a retirada de fala de mulheres negras dentro desse ambiente que tenta se opor ao sistema patriarcal apenas enfraquece um movimento que por “natureza” já não possui visibilidade suficiente, frente às relações de poder direcionadas ao homem, branco, o questionamento que permanece é: um contingente de pessoas oprimidas pode em um determinado momento promover a opressão?

“Se a primeira mulher criada por Deus foi forte o suficiente para, sozinha, virar o mundo de cabeça para baixo, estas mulheres, juntas, devem ser capazes de colocá-lo de volta no lugar! E agora que elas estão pedindo para fazer isso, é melhor que os homens deixem que elas façam.”

Sojourner Truth

[2]   Em alguns casos ocorria a esterilização forçada na tentativa de inibir o nascimento de pessoas negras, “embranquecendo” a população.

[1]     Uma “onda” feminista foi um momento histórico relevante de efervescência militante e/ou acadêmica onde determinadas pautas e questões das mulheres se insurgiram e dominaram o debate. (QG feminista)


O poder da criação é a maior maldição

O poder da criação é a maior maldição

Homo Sapiens , homem, espécie humana e etc, há várias denominações para este animal, um animal diferente do restante, o topo da cadeira alimentar, tudo por ter uma habilidade a na qual nenhum outro animal desenvolveu tão bem, a habilidade de criar, mas não apenas objetos, o maior poder da raça humana não são lanças, espadas, arcos, armas de fogo ou bombas, o maior poder que a humanidade possui é criar o que não existe, e lidar como se fosse real, essa característica é responsável pela humanidade ter se avançado, mas tudo tem seu lado negro.

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a imagem expressa a “evolução” dos meios de comunicação

Desde o início da espécie, essa característica já havia se manifestado, na ideia de relação de poder que o macho e a fêmea teriam, pela fêmea menstruar ela seria mais suscetível a ser encontrada caso ela estivesse caçando, além dela produzir leite e gerar os dessedentes da espécie, por este ponto de vista os humanos primitivos acreditavam que o melhor seria mulher ficar em um local seguro e cuidar dos filhotes, em quanto o homem deveria ir atrás da comida, gerando uma situação de dupla dependência o homem dependia da mulher para criar o futuro da espécie e o homem, trazia o alimento, como sem alimento não há como sobreviver, a mulher se tornava dependente do homem, porém mesmo após a estabilização do homem em locais fixos devido a descoberta da agricultura, a mulher continuou sendo vista como dependente do homem.

Desde o princípio da humanidade essa característica haveria se manifestado, sendo visível na divisão de trabalho entre o macho e a fêmea, na qual como na maioria dos mamíferos o macho era maior e mais forte, e por tal era o macho quem caçava e trazia o alimento, além dela ser mais fraca, por ter o risco de menstruar ela seria detectada mais facilmente pela presa, e por tal ficou com ela a tarefa de cuidar dos filhos, além de que por eles serem nômades nas viagens era dever do macho proteger a fêmea e os filhotes a qualquer custo.

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Isso resultou em uma dupla dependência em quanto o homem precisava da mulher para criar o futuro da espécie, o homem trazia o alimento, no qual sem não teria como sobreviver, porém essa relação de poder com o homem a cima da mulher mesmo que não fizesse mais sentido continuou após a estabilização humana gerada pela descoberta da agricultura (na qual provavelmente foi descoberto pela mulher já que ela pro ficar parada podia analisar o ambiente a sua volta).

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Após a estabilização, o número de pessoas em locais fixos cresceram, e formaram vilas, na qual era liderada pelo membro mais forte, e desde seu período nômade os humanos já haviam crenças de algo maior, então com vários humanos juntos e historias sobre esse algo maior surgiu a crença de divindades para explicar o mundo a seu redor.

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Alguns exemplos de divindades do egito

Os deuses eram responsáveis por controlar algum elemento da natureza a sua volta, e por tal acreditavam que o melhor seria agradar essas entidades, e por tal surgiu a figura do sacerdote um membro da vila que seria responsável por essa ligação com os deuses e era o encarregado de realizar rituais para agradar os seres superiores, e por tal até mesmo o líder da tribo seguia seus ensinamentos.

Contudo o surgimento de diversas vilas, ao se encontrarem talvez por serem diferentes e o ser humano assim como os outros animais não sabe lidar com o diferente e por tal ocasionou em conflitos, na qual a vila vencedora submeteria a perdedora a trabalho forçado e sem recompensa, além de impor sua cultura na vila perdedora, e suas crenças deveriam ser a mesma da vila vencedora.(visto que se eles venceram os deuses deles eram mais poderosos).

As vilas foram crescendo, porém uma cresceu e se desenvolveu mais que as demais, seu nome é Uruk a primeira cidade, nela havia uma grande produção de alimentos, havia trocas e foi a primeira a desenvolver a escrita e seu próprio código de leis, na qual seu líder era a figura do rei, que havia poder total (visto que era considerado uma divindade)

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Apesar de escravos estarem ilustrados na piramide, na verdade escravos eram considerados fora da sociedade visto que eles eram propriedade e não pessoas.

Ao decorrer dos séculos por muito tempo o sistema de um rei com todo poder concentrado, permaneceu mas os povos helênicos, além de inventaram a filosofia ocidental, foi na cidade de Atenas onde nasce a democracia onde os cidadãos poderiam tomar as decisões, através de discussões, mas o poder ainda assim era concentrado, pois cidadãos na Grécia deveriam ser homens, filhos de pais e mães atenienses, com mais de 18 anos, alem de que o individuo com renda maior tinha também uma importância maior na participação nas deliberações.

Dentro dos cidadãos também teria uma divisão, na qual grandes donos de terras estão acima de comerciantes que estão acima de pequenos proprietários de terra.

Mesmo com o passar do tempo as guerras não cessaram, e os gregos venceram e conquistaram diversos povos, devido a sua tecnologia e táticas sofisticadas para a época, porém a Grécia caiu devido a uma guerra interna entre Esparta e Atenas, na qual ambos perderam afinal devido a esse enfraquecimento eles foram conquistados pelo império macedônico, que iria conquistar todo mundo antigo e espalhar a cultura helênica por seu território, e assim espalhando os ideais

Mapa do império macedônico

Após o fim imperio macedonico iria surgir o novo grande império, no caso o romano que teve ao seu período 3 sistemas de governo: monarquia no qual o rei possuía todo o poder, republica onde a população escolhia representantes para tomar a decisão(mesmo que a classe politica não necessariamente considerava a vontade do povo e a recentralização do poder nas mãos do imperador.

Império Romano - Origem, história, conquistas, imperadores e queda

Em determinado momento Roma adota o cristianismo como principal religião o catolicismo, porém ainda se mantiveram os escravos, porém com isso o catolicismo foi espalhado para grande parte do mundo, e a queda de Roma faria surgir a idade das trevas, na qual a igreja católica junto aos senhores feudais haviam a contração de poder dentro das cidades muradas na qual os antigos romanos haviam se escondido dos povos bárbaros.

A idade das trevas foi um periodo marcado principalmente pelo medo, se acreditavam que o que aconteceu com Roma fora por causa que haviam saindo do caminho do senhor, com isso se perseguiam, torturavam e matavam qualquer coisa que fosse contra o cristianismo, desde homossexuais(que eram comuns na grécia e roma) até cientistas que haviam ideias diferentes dos dogmas religiosos.

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No final da idade media o crescimento do comercio fez com que surgisse a classe burguesa, na qual se juntaram aos reis entregando o poder novamente aos reis e não mais nas igrejas, porém o povo continuou sendo oprimido.

E por tal razão começou a surgir os pensamentos iluministas, que se espalharam rapidamente pelo mundo, gerando diversas revoltas por todo globo, muitas delas Retiram o poder do rei ou o próprio rei e trouxeram “liberdade” aos Europeus, e retiraram Deus do centro do universo e colocaram o homem em seu lugar, é importante citar que mulheres tiveram sua participação mas o homem continuou ser considerado superior a mulher, mesmo tendo igual e fraternidade entre os ideias iluministas.

Revolução Francesa

Mesmo com o homem sendo o centro do universo o pensamento cristão continuou pela Europa, apesar de que para manter o nova economia, os Europeus passaram a escravizar negros, nos quais eles acreditavam ser inferiores e por tanto não humanos ou iguais a eles, e por isso eles acreditavam que Deus permitiria que eles fossem escravizados.

Resultado de imagem para escravos não são pessoas

Ao mesmo tempo que eles escravizavam outros humanos, na Europa principalmente por causa de Napoleão acabou surgindo o Nacionalismo, no qual a população de uma nação deveria fazer de tudo por ela e seguir os ideais de sua nação, os governantes utilizaram o nacionalismo para justificar diversas atrocidades, desde a colonização de novas terras até o genocídio de outros povos.

Com o surgimento das colonias, as nações Europeias imporão sua cultura nos nativos de suas colonias, o que levou ao perdimento de diversas culturas e conflitos com o povo local, também gerou nos que nasceram na colonia um sentimento de vira-lata, afinal eles eram membros de uma nação dominada por outra.

Porém com a ascensão da inglaterra e do capitalismo, passou-se a se libertar os escravos, afinal escravo não tem renda, e por tal não poderia comprar, com a abolição da escravidão, o principal alvo das opressão por poder econômico seria classe proprietariada, na qual era livre porém tinha que trabalhar 16 horas por dia e recebia o bastante apenas para se alimentar.

Localização de Império Britânico
Território do império britânico ou o império em que o sol nunca se põe

E por tal diversos trabalhadores se revoltaram e exigiram melhores condições de vida, mas não apenas os trabalhadores, surgiram diversos movimentos sociais na idade contemporânea (movimento negro, movimento feminista, movimento LGBT+ e etc), apesar da maior parte só terem conseguido melhoras no século XX.

Apesar dos movimentos terem conseguindo mais espaço aos dessedentes de escravos, as mulheres e aos homossexuais, até hoje se tem muito preconceito, a esse indivíduos, apenas por causa de ideias erronias criadas pelos próprios seres humanos a milênios atrás, o que é bastante irracional, o que no final prova que essa especie apesar de ter uma alta capacidade transformadora no final não veem o mundo pela logica e razão, mas assim como os outros animais eles o veem pelos seus instintos

A FILOSOFIA E A REFLEXÃO: MECANISMOS DE AUTOPROTEÇÃO

Por Rafael A. França
Estudante do Curso Técnico Integrado em Comércio Exterior
Instituto Federal de Goiás câmpus Anápolis.

Historicamente erguem-se ideais, em meio à sociedade, cujo objetivo é o silenciar do conhecimento, da crítica e da reflexão. Consequentemente, existem aqueles indivíduos que se subjugam aos perigos deste caminho na qual rejeita a capacidade de pensar. Com base nessa percepção, é de considerável importância compreender os motivos que promovem a ascensão e a fácil aceitação popular dessas ideias de modo a apresentar a filosofia e a reflexão como objetos para autoproteção e emancipação do indivíduo das mais variadas opressões. Isso, pois permitem a conscientização de si, do local que ocupa e do poder revolucionário que possui para a promoção da mudança.

No decorrer da história a hierarquização da sociedade faz-se presente, todavia, essa, não se manteve com a mesma face. Nas primeiras civilizações, por exemplo, os reis e nobres exploravam os menos favorecidos, como os camponeses e escravos. Agora, na atualidade, dá-se com aqueles que possuem maior poder aquisitivo, no patamar de dominância, e os que não têm, como dominada. Nas duas faces apresentadas, vale ressaltar que aqueles que atuam como dominadores guardam para si o conhecimento, pois sabem que se quem está em posição de explorado obter este saber a hierarquia predominante estará ameaçada. Portanto, os que controlam o Estado, a mídia e outros meios influentes não veem a democratização da educação, que oferece crítica e reflexão, como benéfica. Assim, trabalham incessantemente a alienação da população, através de seus mecanismos, fazendo com que os subordinados rejeitem a própria chance de libertação e crescimento. Um exemplo que pode ser observado na charge de Erlich a seguir.

A frase “Conhece-te a ti mesmo e conhecerás o universo e os deuses”, cuja identificação do autor ainda está em questão, fez-se presente desde a Grécia Antiga. Assim, mesmo que configurada a deuses e o universo, vale analisar que se conhecer possui papel importante na proteção de si. Ressalta-se que o autoconhecimento atua conjuntamente com a compreensão do lugar que está. Podendo assim, ambos, fornecerem a insatisfação que colabora para o desejo de mudar e que, consequentemente, tornará possível a visualização do lugar que deseja estar.

Em crítica ao parágrafo anterior e como alerta, a estrutura hierárquica que estabelece dominadores e dominados nem sempre deixa de se perpetuar após o desejo de mudar. Com sensatez, sobre isso, o pensador Paulo Freire afirmou: “quando a educação não é libertadora o sonho do oprimido é ser o opressor”.  Ou seja, revela que não basta somente imaginar o lugar que esteja estar, mas cabe a análise, trabalho da educação libertadora, de como querem estar e se irão ou não serem colaboradores para a perpetuação desse sistema.

“O modo mais comum das pessoas rejeitarem seu poder é acreditando que não possuem poder nenhum”, foram as palavras de Alice Walker. Com base nesse relato, compreende-se como o processo de alienação ocorre a ponto de fazer os indivíduos não perceberem o poder que possuem para promoverem e concretizarem a revolução. Assim, submetendo a exploração. Para adição, o pseudônimo George Orwel, antes de escrever o livro “A revolução dos bichos”, observou que se um cavalo, que é maltratado e subjugado por seu proprietário, obtivesse a consciência da força e do poder que tem jamais se submeteria a tais situações.

Com ambas as reflexões, vale concluir que tomar consciência de si, de onde está e da capacidade que se tem é extremamente importante para proteger-se do sistema vigente e, não apenas isso, mas, também, para suscitar a mudança. Esses, proporcionados pela filosofia e a reflexão que são pontos preponderantes do princípio de educação como meio de libertação.

Materialismo vs idealismo

O que Hegel buscou com o desenvolvimento de sua filosofia foi tentar explicar o mundo. Ele irá encontrar na Razão o elemento que o faria chegar ao entendimento do mundo. Daí afirmar que a Razão se explica a si própria, como também afirmar que a Razão é quem dirige a história. Para isso escreveu a Ciência da Lógica para poder traçar o corpo de categorias que, numa relação de movimento, caracterizariam a dialética. 

A dialética hegeliana se compõe de várias unidades, das quais Hegel enumera três: tese, antítese e síntese. A tese poder ser entendida como o momento da afirmação; a antítese é o momento da negação da afirmação, gerando a tensão que origina a síntese, o último momento que corresponde à negação da negação, ou seja, é o resultado da antítese anterior, no qual suspende a oposição entre a tese e a antítese. A síntese representa uma nova realidade marcada pela aparição da Razão Absoluta, da consciência de si, ou, o que dá no mesmo, da autoconsciência. A dialética é o movimento contraditório dentro de unidades que a cada nova etapa nega e supera a etapa anterior, num fluxo contínuo de superação-renovação (NÓBREGA, 2005).                                                                                                                                               

​Explicitando de forma mais detalhada esse movimento de passagem do Espírito Abstrato ao Espírito Absoluto, Hegel utiliza as seguintes categorias: o ser-em-si, o ser-aí, o ser-para-si e o ser-em-si-para-si. Na realidade, dentro das três unidades acima descritas operam quatro momentos. A diferença que há nesses quatro momentos é que do momento inicial para o segundo momento, ou seja, na passagem do ser-em-si (que corresponde à afirmação) para o ser-aí (corresponde à antítese, a segunda etapa) opera-se a primeira negatividade, caracterizada pela imediatez do ser mediatizada pela reflexão. Na passagem do ser-aí para o ser-para-si(corresponde ao segundo momento da antítese) opera-se a segunda negatividade, onde não apenas o ser-para-si diferencia-se do sem-em-si, mas, o supera, se separa e se isola, para além da imediatez do ser-ai anterior.

O momento do ser-para-si é o que há de novo, é fase crucial, é o momento de invenção da dialética hegeliana, pois é a partir desse momento que o ser se torna pessoa, ser livre, é a etapa de maior grau de subjetividade. Essa passagem que Hegel caracteriza como mediação ele a denomina de essência. É nesse sentido que ele se torna livre, segundo Hegel. A idéia de liberdade surge da operação dessa passagem que é marcada pela interferência do movimento dialético, o que no momento anterior não havia, pois na primeira negatividade houve uma passagem imediata, ainda presa ao momento inicial marcado pela ingenuidade, inconsciência no domínio da Razão. 

​A dialética é também um processo de concretização. O momento inicial da tríade é de abstração, por ser mais amplo, pois engloba as três etapas em seus movimentos contínuos e opostos. O momento final do processo que resulta na síntese é o menos amplo, é a fase final do primeiro ciclo dialético que eliminou as demais. Daí que, o que é importante, o movimento dialético representa o processo que vai do abstrato até o concreto. 

​A categoria mais abstrata que, segundo Hegel, se encaixa na tese é o ser, ser puro, livre de seus atributos. Seria a categoria mais abstratamente universal. A antítese do ser seria o não-ser, ou seja, o nada. Este é o elemento mediador, a negação da negação. E na síntese, como mesclagem dessas duas, teríamos o devir ou devenir. A idéia é percorrer o transcurso que levaria do Espírito Abstrato até o Espírito Concreto, através do elemento de mediação que Hegel chama de essência ou a negação da negação. Hegel trata na sua lógica Idéia, Razão e Espírito como sinônimos.

O materialismo de Marx sai das entranhas do materialismo de Feuerbach, mas com uma nova roupagem, pelo seu caráter histórico-concreto. Enquanto Feuerbach observa no materialismo o caráter natural, Marx dará ao seu materialismo um caráter histórico. Na medida em que o materialismo de Marx tem por fundamento a história, ele assume o caráter sócio-histórico, desenvolvendo seu pensamento no âmbito da teoria social. Portanto, o materialismo histórico-dialético de Marx tem uma base material, centrada no binômio forçasprodutivas-relações de produção, que desenvolveremos mais adiante. Marx sai do campo da filosofia para o campo da teoria social.

Nas onze teses de Marx sobre Feuerbachestão as bases de sustentação do materialismo de Marx. Na primeira tese Marx afirma que o principal defeito de todo o materialismo, incluindo o de Feuerbach, é que a realidade, o mundo sensível só são apreendidos sob a forma de objeto ou intuição, mas não como atividade humana sensível, enquanto práxis. Na mesma tese adianta Marx que Feuerbach acata objetos sensíveis distintos dos objetos do pensamento de Hegel, mas não considera a própria atividade humana como atividade objetiva (MARX, 1845-46, p. 99).

Na sexta tese diz Marx que Feuerbach teve o mérito de transpor a essência religiosa para a essência humana, mas que a essência humana não pode ser algo em abstrato, inerente ao indivíduo isolado, sendo, em realidade, o conjunto das relações sociais. Esse último aspecto – o conjunto das relações sociais – é um dos aspectos de maior importância da teoria social de Marx. Acrescenta Marx na sétima tese que o indivíduo abstrato que Feuerbach analisa é ele, na realidade, uma forma social determinada (idem, p. 102). 

Deduz-se que o sujeito em Hegel é produto da Razão. Em Marx, o sujeito é fruto das condições materiais através das quais eles se reproduzem, ou seja, o conjunto das relações sociais de produção e das forças produtivas. Em síntese, Hegel faz da consciência o sujeito e do ser o objeto, enquanto Marx faz do ser o próprio sujeito em sua atividade prática e da consciência o objeto apreendido pelo ser em sua realidade objetiva, material. Assim, conforme as visões de Hegel e Marx acerca da determinação do sujeito e do objeto, vamos ter caminhos diferenciados quando entendidas tais categorias à luz da questão da universalidade no âmbito da relação entre sociedade civil e Estado

As diferenças de pensamentos: Idealismo x Materialismo.

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Redação Multimídia ministrada pelo Prof. Eduardo

Anna Luiza de Abreu Dutra

SETEMBRO
2019

“qual é a primeira causa de tudo o que existe, a matéria ou o espírito?”

● Definições:

Idealismo:
É qualquer teoria em que o mundo material, objetivo, exterior só pode ser compreendido plenamente a partir de sua verdade espiritual, mental ou
subjetiva.

Materialismo:
É o tipo de fisicalismo que sustenta que a única coisa da qual se pode afirmar
a existência é a matéria; que, fundamentalmente, todas as coisas são
compostas de matéria e todos os fenômenos são o resultado de interações
materiais; que a matéria é a única substância.

Um amigo olhou desaprovadoramente para a comida de Andrew Pessin, autor de Filosofia em 60 segundos. “O que foi?”, perguntou-lhe. “Está deliciosa!” “Não está, não”, ele respondeu. Pessin não continuou essa discussão porque não havia nada a argumentar quanto a isso…

Por quê não?…não podemos dizer que a percepção de alguém esteja correta e que a do outro não está. As características percebidas aqui são subjetivas: não no objeto, mas na mente do observador. Beleza, como se diz, está no olho do
observador.

A moeda na sua mão parece redonda, mas, de outro ângulo, parecerá oval;
de longe, você a verá como pequena, ao passo que, de perto, parecerá grande.
Em todos esses casos, certa qualidade varia entre os atos de percepção, ao passo
que o objeto em si não mudará: é a mesma moeda seja parecendo redonda ou oval, pequena ou grande.

O materialismo, isto é, a crença de que não há nada fora da natureza que possa ser apreendido pelos sentidos, logo, de que não há Deus nem ideais, entrou em moda pela primeira vez no século XVIII com o Iluminismo francês.
O materialismo afirmava que a base de tudo o que existe é a matéria e procurava
estudá-la profundamente, foi ele um grande auxiliar do desenvolvimento das
ciências, mas desde que via na matéria um elemento imutável, de formas definitivas e eternas, tropeçava forçosamente, com o tal ponto de vista, num entrave á verdadeira concepção da natureza.

Exemplos: Teoria Marxista bem materialista.

CURIOSIDADES

materialistas= empiristas
idealistas= racionalistas
Origem inglesa

Retomando o materialismo, em geral, se contrapõe ao idealismo; não se pode
realmente compreender o materialismo sem conhecer o seu oposto — o idealismo.
Para se responder à pergunta, sobre o que vêm a ser materialismo e idealismo, não colocaremos a questão tão metafisicamente, do seguinte modo: “qual é a primeira causa de tudo o que existe, a matéria ou o espírito?”, se há principio e fim em tudo o que existe. Formularemos a questão um tanto diferentemente. No mundo em existência que concebemos, sentimos primeiramente a nossa própria existência que se compõe em certo sentido de duas partes:


● 1º), vemos a nós mesmos como um corpo: — nosso corpo material;
● 2º), sentimos a nós mesmos como elemento de manifestações internas: —
pensar, sentir, saber. São esses os dois momentos principais que cada “eu”
sente em sua própria existência. Por isso, ao construirmos uma escola
filosófica, temos diante de nós dois caminhos a seguir:
● 1º), a escola materialista afirmando que em todo o existente está a matéria, o
corpo; que tudo na natureza é objeto da percepção dos nossos sentidos e
que o pensamento humano é o resultado da matéria — o pensar é atributo da
matéria, como todos os outros, ou
● 2º), a escola idealista que diz sentirmos primeiramente a existência das
nossas emoções, dos nossos pensamentos e que o corpo, — a matéria
existe tão somente porque o “eu”, o nosso pensamento concebe. A pedra,
por exemplo, que não se concebe a si própria, não tem existência
Percebemos um fenômeno com os nossos órgãos, vemo-lo com os nossos
olhos, mas o ato em si de ver, o fato como tal, não é material, não pode ser
visto nem tocado. Esta escola toma por isto como base o espírito, o
pensamento. A matéria é por ela tomada como um acidente ou como
corporificação do espírito.

A que pode conduzir e a que nos levaram o materialismo e o idealismo em seu
desenvolvimento histórico?
Desde que verificamos ser o corpo, a matéria, o objetivo, o que realmente existe,
devemos estudá-lo antes de tudo, conhecer suas prioridades e só assim é que
poderemos conhecer o mundo. O materialismo tornou-se assim um propulsor do desenvolvimento das ciências, graças ao fato de construir as suas concepções
sobre a matéria.

Os idealistas, ao contrario, diziam que se devia antes de tudo investigar as
manifestações internas, — o espírito, o fator básico de tudo o que existe; que se
pode apresentar até sob a forma de matéria. Mas o espírito é algo que não se pode apreender, que não se pode investigar. O espírito, como tal, não pode estar sujeito a força alguma, e, pelo seu conteúdo, só pode ser explicado espiritualmente ou divinamente. O desenvolvimento histórico dessas duas doutrinas deu-se de tal forma, que o materialismo cresceu e se desenvolveu ao lado da ciência, ao passo que o idealismo achava-se quase sempre ligado á religião, ou se entretinha com a metafísica especulativa, divagando sempre nas esferas da metafísica e da teologia.

Fontes para realização do trabalho:

https://fernandonogueiracosta.wordpress.com/2014/07/12/idealismo-x-materialismo/

http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1414-32831999000100017

REALIDADE MATERIALISTA X REALIDADE IDEALISTA

Site de onde foi extraído a imagem

Autora: Lohany Esmeraldo Abreu                                                           

As diferenças entre as cosmovisões , as físicas e as éticas das escolas filosóficas idealista X materialista.

Desde sempre existe a dialética entre ciência e religião, Razão e emoção, materialismo e idealismo. Mas para que se possa apresentar as reflexões e diferenças entre o idealismo e o materialismo e suas respectivas escolas filosóficas, é necessário ter conhecimento sobre o conceito de ambos.

O materialismo tem como base a matéria, a existência de tudo se deve à matéria, o corpo, o físico, o que se pode apalpar. Enfoca no objeto do conhecimento (as coisas/matéria), o mundo não depende do sujeito pois esse tem uma atitude receptiva, uma vez que já existe a pressuposição do mundo, no qual o mesmo já existe e as coisas são como conhecemos e continuará assim.

De acordo com esse conceito, tudo na natureza é objeto de percepção dos sentidos e o pensamento humano é um resultado da matéria. O materialismo foi um catalizador da ciência pois construiu concepções da matéria, que é de certa forma o foco da ciência. Esse se encontra diretamente ligado ao realismo, empirismo e à natureza, entretanto, tem como defeito a imutabilidade, ou seja, a matéria é do jeito que é e sempre será assim, não vai mudar, é estática. Tal pensamento afasta o materialismo da ideia de evolução.

Um dos autores e filósofos mais influentes do materialismo é Karl Marx, pois criou os conceitos de materialismo filosófico e histórico. O filósofo tem como centro o marxismo e tem dois conceitos principais sendo estes: o fato de que a consciência humana é o reflexo de processos da natureza, e que tais processos sempre vão seguir um certo padrão dialético. E o histórico também possui a filosofia marxista em foco, porem com ênfase na vertente histórica, sendo que os princípios da mesma são o modo de produção e a luta de classes.

          Já o idealismo que é totalmente contrário ao materialismo, tem como base o espírito, enfatizando o sujeito do conhecimento e que a inteligibilidade da realidade depende do sujeito, ou seja, o mundo existe porque o pensamento e o espírito existem e constroem o que conhecemos, a matéria.

Nas escolas idealistas deve-se primeiro focar nos elementos de manifestações internas como o sentir, na existência das emoções, pensamentos e o corpo. O idealismo está diretamente relacionado à metafisica, religiões pois se preocupa com o espírito, com o que sente, sendo que não pode ser explicado por meio de experiências e teste, e sim somente por meio divino ou espiritual.

A matéria é vista como uma espécie de corporificação do espírito.  Para o idealismo de modo geral, tudo é espírito, que existe e não existe ao mesmo tempo, tem uma ligação com as emoções é dinâmico, ou seja, está em constante mudança, fazendo com que o idealismo esteja mais próximo aos ideais de evolução, então o que é criticado como defeito nessa vertente filosófica é fato de que o mesmo não se baseia na matéria, no que existe, no que é “real”, não podendo ser comprovado cientificamente e procurando as leis gerais do pensamento humano para comprovação de algo.

Existem quatro tipos de idealismo que foram inspirados e guiados por filósofos, sendo eles: Immanuel Kant, Berkeley, Hegel, Descartes e Platão, sendo que esse último o mais importante pois sempre acreditou no poder das ideias e na razão humana, e que a verdadeira realidade está no mundo das ideias, das formas inteligíveis, acessíveis apenas à razão.

Sobre os tipos de idealismo, existe o absoluto que é aquele que foi pensado por Hegel e supõe que a única realidade plena e concreta é aquela de natureza espiritual. Tem o idealismo dogmático que é inerente ao  berkelianismo e se caracteriza por negar a existência dos objetos exteriores à subjetividade humana.

O idealismo imaterialista, também defendido por Berkeley, parte de uma premissa empírica fazendo com que a realidade seja confundida com aquilo que dela se percebe, concluindo que os objetos materiais se reduzem a apenas pensamentos na mente divina e humana.

Ilustração extraída da publicação de victorinoabad

E por último, o idealismo transcendental, pensado por Kant e se baseia nos fenômenos da realidade objetiva, ou seja, não aparece aos humanos a sua forma literal/real então aparecem como representações subjetivas que são interpretadas pelo sistema cognitivo dos homens.

Estátua de Platão, Grécia Antiga.

Agora que a definição de idealismo e materialismo está clara, seguimos para a comparação e diferenças entre as escolas materialistas e idealistas, e quais filósofos se identificam com cada escola.

A escola idealista tem como base o espírito, então tem menos a presença do empirismo, e mais contato com a religião e com a metafísica, e isso é o oposto do materialismo que está ligado à ciência, logo, é muito embasada em experiências. Ainda sobre a escola idealista, “idealismo é o grande motor das invenções, das descobertas, dos empreendimentos sociais, políticos, econômicos e culturais que possibilitam as mudanças, as realizações dos sonhos, à concretização de desejos aclamados, muitas vezes, por toda uma vida. O idealismo impulsiona o veículo do tempo pela sua infinita e enigmática viagem rumo ao futuro” [1].

Essa escola também pode ser vista como literária, pois não tem como ter um método de ensino usando um objeto e dispensa a necessidade de valor para a aprendizagem, vale dizer também que o idealismo é mais focado para a sociedade, com uma certa solidariedade e a empatia, visando o bem comum. O idealismo também pode ser visto como uma mistura de diferenças e a valorização de princípios, pensamentos, história e ensinamentos, que podem ser levados para a vida alcançando o bem.

Alguns pensadores dessa escola são: Descartes que pensa que a realidade pode ser extensiva (realidade objetiva, ou seja, independente do sujeito e as qualidades sensíveis só existe na consciência humana) ou qualitativa (um corpo é composto pelas qualidades sensíveis e pelo movimento). Descartes também possuía três essências de seu pensamento: Espírito (substância pensante, imperfeita, finita e dependente), Deus (substância eterna, perfeita, infinita, que pensa e é independente) e a matéria (substância que não pensa, extensa, imperfeita, finita e dependente).

De modo geral Descartes pensava que   a partir o espirito se propõe demonstrar a existência de Deus. Só depois, num terceiro momento, é que fica garantida a existência do mundo. O segundo filósofo é o Kant que foi percussor do idealismo transcendental e ele pensava que as aparências, ilusões e enganos devem ser desfeitos para que se consiga ir além dos fenômenos. Também acreditava que a razão é o intelecto que desconhece objetos e que encontra além do físico, buscando o incondicional (metafísica e incapaz de se alcançar pelo conhecimento).

Outro filósofo importante é o Hegel que concluiu que a materialização do espírito seja resultante deste, pois “a exteriorização do Espírito nas diversas formas de matéria é o que garante o ser em si. Não há em si sem o para si. O infinito depende do finito. A dependência é uma necessidade, mas é o único fundamento da liberdade”[2]. Outros participantes dessa escola são: Renato Russo, Einstein, Tiradentes e Che Guevara.

          Sobre a escola materialista, que já foi vista que se baseia na matéria e nas teorias marxistas. Os principais filósofos dessa escola, além de Marx, são: Demócrito, Leucipo, Epicuro, Lucrécio e os estoicos. E eles falavam das teorias atômicas e se opunham sobre a continuidade matéria, pois o materialismo não tem muita aproximação com a ideia de evolução, entretanto, esses filósofos propunham que a matéria foi criada e desenvolvida, basicamente, a partir dos elementos naturais.

Demócrito pensou sobre a teoria dos elementos, que é o surgimento e desenvolvimento da matéria a partir dos elementos fogo, água, ar, terra e éter. Epicuro falava sobre a vida, de forma geral, as amizades, a morte, e ele bem racional, pregava sobre egoísmo e prazeres na vida, enquanto ela dura. Leucipo e Lucrécio tinham relação com o epicurismo e com as teorias atômicas. E, por fim, os estoicos que tinham como foco o conhecimento humano, o autocontrole e firmeza sobre as emoções.

Pelo fato de que o idealismo e materialismo são extremos opostos, o transcurso de desenvolvimento, as duas escolas se reuniram e formaram uma nova escola filosofia cientifica que o materialismo moderno, que consiste em um ponto de vista monista, unitário, visto que reúne numa concepção única, espírito e corpo.

“O materialismo não possui asas que lhe permitissem voar e não podia penetrar o íntimo da natureza. O idealismo, ao contrário, procurava encontrar e penetrar o íntimo da natureza, mas achava-se suspenso no ar, sem base em que se apoiar”. [3]

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:

[1] https://idea-lismo.webnode.pt

[2] http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1414-32831999000100017

 [3] https://www.marxists.org/portugues/tematica/1922/materia/cap04.htm

OUTRAS FONTES CONSULTADAS:

https://www.pucsp.br/pos/cesima/schenberg/alunos/marizabatista/Idealismo%20em%20Descartes.htm

https://brasilescola.uol.com.br/filosofia/kant-idealismo-transcendental.htm

https://www.todamateria.com.br/epicuro/

https://www.todamateria.com.br/idealismo/

https://sites.google.com/view/sbgdicionariodefilosofia/

A busca por um pensamento racional: idealismo x materialismo

Sócrates é considerado o patrono da Filosofia, por isso seu nome é um marco que divide a filosofia grega entre os períodos pré-socrático e socrático. No período pré-socrático, entretanto, encontra-se uma vasta e importante produção filosófica que remete aos primórdios da Filosofia, ao início de uma busca por um pensamento racional que não aceitasse as explicações fantasiosas oferecidas pelas mitologias como verdades inquestionáveis.

Nesse período, os primeiros filósofos ocidentais buscaram observar a natureza para entender como ela funciona e, assim, atribuir uma causa como origem primeira de todo o universo (cosmos em grego). Isso deu origem à cosmologia, que é uma tentativa de compreender a origem de tudo a partir da observação, da argumentação e do raciocínio lógico, deixando de lado explicações mirabolantes como as que eram fornecidas pela mitologia grega.

Todos os filósofos desse período tentaram, de algum modo, atribuir uma origem ao universo, utilizando-se de argumentações. Alguns apontaram os elementos materiais e naturais como a origem de tudo; outros citaram elementos imateriais, e alguns, ainda, disseram que a origem se encontrava em um misto de elementos infinitos e indeterminados.

Como a Grécia antiga não era um único Estado soberano fundado sobre um mesmo território, mas um misto de cidades-estados (polis) diferentes e autônomas que se situavam em regiões próximas, porém separadas, as comunidades fundadas nessas cidades eram diferentes. Com essa diferença, houve também uma modificação das maneiras de pensar daquele povo: havia um esforço comum para buscar algo novo – o pensamento racional –, mas cada um fez isso à sua maneira.

Por esse motivo, surgiram na Grécia pré-socrática diferentes escolas de pensamento racional que propunham resolver o mesmo problema – qual a origem racional do universo –, de maneiras diferentes.

O idealismo é uma corrente filosófica que defende a existência de uma só razão, a subjetiva. Por essa abordagem, a razão subjetiva é válida para todo ser humano, em qualquer espaço temporal ou físico. A partir do pensamento idealista, a realidade se resume ao que é conhecido por meio de ideias. Há, ainda, diferença entre a realidade e o conhecimento que temos sobre ela. Ou seja, só podemos dizer que a realidade é racional para nós a partir de nossas ideias.

O pensamento idealista foi inaugurado por Platão. O filósofo grego resume o idealismo no “Mito da Caverna”. Na alegoria, afirma que as sombras do mundo sensorial precisam ser superadas pela luz da verdade universal e da razão.

As críticas ao idealismo platônico ocorrem porque as ideias do pensador grego alcançam o pensamento abstrato. Entre os fatos está a defesa da existência da dualidade na criação, com a existência do corpo e da alma.

A abordagem filosófica do idealismo na Alemanha é retomada por Immanuel Kant (1724 – 1804). Começa na década de 80 do século XVIII e se estende até a primeira metade do século XIX.

A partir do século XIX, o idealismo alemão é abordado por um grupo de filósofos denominados pós-kantianos. Eram Johann Gottlieb Fichte (1762 – 1814), Friedrich Wilhelm Joseph von Schelling (1775 – 1854) e Georg Wilhelm Friedrich Hegel (1770 – 1831).

O idealismo transcendental de Kant é fundamentado no fato de o conhecimento não resultar de uma experiência neutra.

Kant atenta para a influência social na razão. O filósofo apontava que cada um enxerga o mundo conforme suas lentes cognitivas. As lentes resultam da influência do meio, da sociedade e do momento histórico.

Hegel, embora defensor do idealismo, criticava as ideias de Kant. O pensador afirma que a transformação da razão e de seus conteúdos é movida pela própria razão. Afirmava que a razão não está na história porque ela é a história.

Uma das principais características do materialismo é sua busca pela explicação dos fenômenos da realidade a partir de condições estritamente concretas e materiais, donde se pode compreender de modo racional as fontes que geram as dinâmicas sociais, históricas, psicológicas, epistemológicas, etc.

Com efeito, o materialismo está em via oposta ao idealismo, o espiritualismo e a metafísica, posto que afirme a primazia da matéria sobre o espírito. Ademais, até mesmo o pensamento seria uma manifestação interior da matéria, permitindo a existência imaterial da consciência, contudo, correlacionada aos fatos e fenômenos de origem material.

Tem especial destaque no materialismo o pensamento marxista de Karl Marx (1818-1883) e Friedrich Engels (1820-1895), donde o ser humano fundamenta toda sua estrutura econômica e social nas condições materiais de sua existência.

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Karl Marx (1818-1883) e Friedrich Engels (1820-1895)

Pelo “Materialismo Dialético”, as mudanças surgem pelo embate entre as forças sociais, como um reflexo da matéria em sua relação dialética com as dimensões psicológica e social, as quais, por sua vez, constituem as forças produtivas e as relações de produção.

Por conseguinte, no “Materialismo Histórico”, os processos históricos seriam uma manifestação do trabalho para satisfazer as necessidades materiais, o que determinaria os modos de produção da vida material, com impactos diretos na vida social, política e espiritual em cada período histórico.

Do ponto de vista do idealista, uma cadeira, por exemplo, precisa primeiro ser concebida em sua mente como vontade, necessidade ou projeto, para depois ser construída, ou seja, para se ter então a ideia executada. Já numa visão materialista de mundo, são as necessidades e experiências no mundo físico que promoverão na mente do homem a ideia de se construir uma cadeira.

Maria Eduarda Reis

REFERÊNCIAS

PORFÍRIO, Francisco. Escolas filosóficas pré-socráticas. Disponível em: https://brasilescola.uol.com.br/filosofia/escolas-filosoficas-pre-socraticas.htm Acesso em: 22/09/2019.

MAGALHÃES, Bruno. Idealismo filosófico. Disponível em: https://www.todamateria.com.br/idealismo/ Acesso em: 22/09/2019.

LOBO, Bianca. Materialismo. Disponível em: https://www.todamateria.com.br/materialismo/ Acesso em: 22/09/2019

O concreto ou o imaginário?

Por Laiza Pereira

O único caminho para descobrir o mundo é através de ideias e conceitos, como foi dito na teoria das ideias de Platão. A teoria das idéias de Platão é historicamente o primeiro dos idealismos.

Filosofo: Platão

“Para ele, o ser em sua pureza e perfeição não está na realidade, que é o reino das aparências. Os objetos captados pelos sentidos são cópia imperfeita das idéias puras. A verdadeira realidade está no mundo das idéias, das formas inteligíveis, acessíveis apenas à razão.” – segundo o site estudantedefilosofia

E ao vermos a partir de um aspecto geral, podemos definir o idealismo como o centralismo do Eu subjetivo.

Podemos entender através da forma de pensar em três sentidos:

Sentido Ontológico: A realidade, em sua natureza, é essencialmente espiritual, sendo que a matéria apenas uma ilusão inacabada da matriz perfeita, que se constitui de formas ideais inteligíveis.

Sentido Gnosiológico: O objeto é inteligível pelo ser humano devido às muitas diferenças entre cada indivíduo, o que irá fazer com que cada um compreenda a realidade de uma forma.

Sentido Prático: Trata-se de uma fundamentação de ideias de conduta como uma espécie de guia para o agir humano no mundo.

“Para o idealista inglês George Berkeley, a única existência dos objetos é a idéia que se tem deles: “existir é ser percebido”. As coisas só existem como objetos da consciência. A existência do mundo como realidade coerente e regular estaria garantida por Deus, mente suprema onde tudo se produz e ordena. E no idealismo transcendental de Kant, a experiência sensorial só se torna inteligível por meio de estruturas conceituais preexistentes no espírito humano. Assim, a realidade é apreendida por formas de sensibilidade, como as noções de espaço e tempo, e certas categorias universais do entendimento.” – Segundo o site estudantedefilosofia

Segundo o filosofo alemã Hegel que formulou um sistema filosófico que representa uma síntese do idealismo alemão e é comumente chamada de idealismo absoluto. As formas de pensar seriam também as formas do ser: “o que é racional é real e o que é real, é racional”. O espírito se realiza a si mesmo, no mundo externo, em um processo dialético de superação de contradições, integrado por três fases: tese, antítese ou negação, e síntese, ou negação da negação. Os sucessivos processos dialéticos vieram á conduziro espírito à perfeição.

MATERIALISMO

A imagem do mundo Atual!

Materialismo é toda concepção filosófica que aponta a matéria como uma substância primeira e última de qualquer ser, coisa ou fenômeno do universo.

“Para os materialistas, a única realidade é a matéria em movimento, que, por sua riqueza e complexidade, pode compor tanto a pedra quanto os extremamente variados reinos animal e vegetal, e produzir efeitos surpreendentes como a luz, o som, a emoção e a consciência.” – Segundo o site estudantedefilosofia

O materialismo contrapõe-se ao idealismo, Devido o elemento primordial é a idéia, o pensamento ou o espírito. Bom a tradição materialista na filosofia ocidental, começou com o filosofo pré-socrático Demócrito, no século V a.C., que afirmou que tudo que existe compõe-se de átomos (partículas invisíveis de matéria) em constante movimento no espaço vazio. Já de acordo com o filosofo Epicuro, o mais influente dos materialistas gregos, o qual confirmou a teoria de Demócrito mas atribuiu aos átomos a propriedade de se desviarem de suas rotas, o que explicaria o encontro entre eles.

“Com essa hipótese, Epicuro procurou demonstrar que a origem do movimento está na própria natureza, é inerente a ela e prescinde de intervenção divina. Na sistematização que fez do conhecimento da época, Aristóteles pretendeu conciliar as vertentes materialista e idealista da filosofia grega. Seu pensamento representou um compromisso entre a ciência e a teologia a tal ponto que foi utilizado, no final da Idade Média, como instrumento de defesa da fé cristã.” – Segundo o site estudantedefilosofia

Na França, o filosofo Descartes lançou os fundamentos do materialismo mecanicista com sua teoria dualista, que separa radicalmente espírito e matéria. E na Itália, o filosofoTommaso Campanella e Giordano Bruno defenderam que o pampsiquismo, o qual toda matéria tem um ímpeto interior que adquire qualidade anímica ou consciente.

“A idéia atingiu plena maturidade com Spinoza, o filósofo judeu-holandês que assegurou que matéria e alma constituem os aspectos externo e interno de uma mesma coisa, a natureza, que se confunde com Deus.No século XIX, com os avanços científicos em diversas áreas, em particular a teoria evolucionista de Darwin, as concepções materialistas tiveram grande impulso. Destaca-se o epifenomenismo, defendido pelo britânico Thomas Huxley, que sustentou que os processos mentais prescindem de relevância causal e só os processos físicos dão causa a outros.” Segundo o site estudantedefilosofia

Materialismo Dialético

“O materialismo dialético é uma corrente filosófica que utiliza o conceito de dialética para entender os processos sociais ao longo da história. Essa teoria faz parte do marxismo socialista, criada por Karl Marx (1818-1883) e Friedrich Engels (1820-1895). Na concepção marxista, a dialética é uma ferramenta utilizada para compreender a história. A dialética marxista considera o movimento natural da história e não admite sua maneira estática e definitiva. Segundo Engels: “O movimento é o modo de existência da matéria”.” Segundo o site todamateria

Sendo assim, a história quando é analisada como algo em movimento irá torna-se transitória, que por sua vez, pode ser transformada pelas ações humanas. E Nesse caso, a matéria possui uma relação dialética com os âmbitos psicológico e social. Sendo assim, os fenômenos sociais são interpretados através da dialética. E Por meio dessa relação dialética entre o ambiente, o organismo e os fenômenos físicos, os seres humanos, a cultura e a sociedade criam o mundo, ao mesmo tempo que são modelados por ele. Vale notar também que o materialismo dialético é oposto ao idealismo filosófico que acredita que o mundo material é um reflexo do mundo das ideias.